Identidade visual: o guia para criar a sua e ser lembrado

12/09/2018
Postado em:
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set

Desde a primeira revolução industrial a forma que se consome mudou. A cada novo advento técnico mais produtos e mais possibilidades de escolha são lançados no mercado.

O mundo é competitivo e, por isso, é fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio garantir que o consumidor reserve um espaço no seu orçamento para a aquisição de suas mercadorias e serviços. Mas como conseguir esse espaço?

Uma das respostas para essa pergunta é: uma identidade visual forte e marcante. Por meio dela é possível transmitir confiança, credibilidade e qualidade para os consumidores em potencial. Além disso, é ela que facilitará a identificação da empresa e permitirá associações visuais que instigarão a compra.

Para esclarecer todas as dúvidas referentes a esse tópico, elaboramos um material que explica de forma concisa como construir uma identidade visual de forma clara e completa. Quer saber como? Dá uma olhada nos tópicos a seguir.

O que é identidade visual?

É o grupo de elementos que representa de forma visual e sistematizada um nome, uma ideia, um produto, uma empresa, serviço ou negócio. É o conjunto de atributos que possibilitam a diferenciação de uma empresa de todas as outras do mercado.

Ela precisa responder três perguntas:

  • Quem é a empresa?
  • O que ela faz?
  • Qual é o seu público?

É por meio de uma identidade visual bem elaborada que será construída a percepção de valor da empresa. Exclusividade e irreverência devem ser guias chave para que os consumidores não se confundam e não se sintam enganados ao comprar um produto pensando ser outro.

Quais são os seus principais elementos?

Os elementos que constituem a identidade visual da empresa devem ser efetivos em comunicar a visão, a missão e os valores do negócio. Eles são: o logo, as tipografias, os grafismos, a assinatura, as cores, o som, o site e muitos outros, que são usados para transmitir qual é o conceito da corporação.

Logo

O que veio antes o logo ou a marca? Essa pergunta é de muito difícil resposta, pois logos e marcas estão constantemente sendo refinados e ajustados. Via de regra, a marca sempre deve vir primeiro, seguida de um logo que combine com ela e a valorize.

O logo é a peça central da identidade da empresa. É o item visual ao qual as pessoas mais estarão expostas. Ele precisa estar em concordância com todos os outros componentes da marca e também com o seu apelo emocional e cultural.

Para isso, alguns pontos devem ser levados em consideração:

  • simples e de fácil reconhecimento;
  • fácil aplicação (de um grande outdoor até um pequeno ícone de mídia social);
  • flexível;
  • irreverente;
  • equilibrado: via de regra um design balanceado é considerado agradável e chamativo. Por isso, é importante que os gráficos, cores e tamanho do logo sejam proporcionais;
  • use cores próximas (por exemplo, em uma paleta quente opte por tons de vermelho, amarelo e laranja);
  • não use cores que sejam muito fortes e agressivas aos olhos;
  • Precisa ser bonito em sua versão preta, branca e cinza;
  • não use fontes muito comuns, como a Comic Sans, passa a impressão de amadorismo.

Tipografias

É o estudo relativo à criação e aplicação dos caracteres, estilos, formatos e arranjos visuais das palavras. Antigamente referia-se exclusivamente à impressão dos tipos, ou seja, das fontes. Contudo, com o avanço do consumo de conteúdo online tipografia passa a abranger toda forma visual que envolva palavras.

O objetivo da marca ao escolher a sua tipografia é o de transmitir a informação da melhor forma possível em qualquer meio de display disponível.

Escolher uma fonte errada pode mudar totalmente a forma como a empresa é vista. Por isso é importante:

  • pensar na legibilidade;
  • contraste;
  • cor;
  • espaçamento;
  • gosto do público.

Grafismo

É a expressão do pensamento por meio de símbolos materiais. Os símbolos que a empresa escolhe usar definem como a audiência interpreta as mensagens passadas e qual é a relação emocional que cada peça publicitária tem com o público.

Assinatura

É uma forma de complementar os elementos visuais e permite uma adaptação pontual a cada estratégia de posicionamento. Dois exemplos famosos de assinatura, posicionados abaixo do logo, são o Just do It da Nike e o i’m lovin’ it do McDonalds.

Cores

Elemento muito importante e capaz de posicionar toda a imagem de uma organização. As cores facilitam a localização da marca. Um exemplo disso é o da Coca Cola. É possível identificar a marca só pelo seu vermelho, sem nem olhar a tipografia.

Som

Muito relacionado a marketing sensorial, marcas usam cada vez mais dos sentidos para se tornarem memoráveis. Exemplo são lojas que utilizam certo catálogo de músicas para atrair um público específico. Marcas visuais são complementadas por elementos sonoros.

Site

Como dito neste guia, o principal propósito de uma identidade visual é garantir que a empresa consiga uma parcela do orçamento do consumidor e seja escolhida no momento da compra. Ter um site bem feito é fundamental para a conquista desse propósito. Ele ajudará a empresa:

  • ser encontrada;
  • se tornar autoridade no mercado;
  • expandir o negócio;
  • se relacionar com a audiência;
  • vender mais.

Outros elementos da identidade visual

  • Formulários;
  • cartões de visitas;
  • uniformes.
  • rótulos;
  • embalagens;
  • arquitetura;
  • mobiliário;
  • perfumes;
  • brindes;
  • merchandising.

O que é um manual de identidade visual?

Ele é a “bíblia” gráfica da marca. Deve conter as recomendações, especificações e normas para o uso de todos os elementos que a compõem. O propósito é o de proteger e preservar as propriedades visuais e facilitar a distribuição, o entendimento e memorização da marca. Um bom manual deve:

  • apresentar o logo em sua versão completa e cores principais;
  • as regras de composição e características do logo;
  • as versões responsivas da marca e seu comportamento em diferentes displays;
  • histórico da construção do logo;
  • margens de segurança para o uso do logo e suas explicações;
  • paleta de cor primária, demonstrada em RGB;
  • paleta de cor secundária;
  • paleta no sistema de cores substrativas (CMYK), demostrando elas em peças impressas e físicas;
  • variantes de cor;
  • versões monocromáticas;
  • tipografia da marca, suas fontes e estilos;
  • como usar as fontes no estilo normal, texto corrido, citações, títulos e subtítulos;
  • biblioteca de ícones;
  • regras de como não usar a marca;
  • regras de como usar a marca.

O manual pode ser entregue em um documento eletrônico ou impresso. Geralmente ele é desenvolvido pelos designers que criaram o logo. Toda e qualquer alteração ou uso da marca após a construção do manual deve ser feita de acordo com os princípios nele estabelecidos.

Os principais benefícios de se ter um bom manual de marca são:

  • saber como aplicar de maneira correta todos os elementos visuais da empresa;
  • agilidade para realizar mudanças: como a de escala cromática e fundos;
  • economia de recursos, já que não serão formatados documentos de maneira equivocada e nem será preciso diversas impressões para a correção de erros;
  • conceito claro em relação a identidade da marca;
  • facilidade para elaborar materiais de divulgação.

Qual a importância da identidade visual para os negócios?

A marca é o ativo intangível mais importante de uma empresa, isso justifica o investimento cada vez maior dos executivos para priorizar o desenvolvimento da sua identidade.

Valor de marca é um conceito importante que comprova a importância dos elementos visuais para os negócios. Ele é composto por três componentes básicos:

  • percepção do consumidor sobre a marca;
  • efeitos positivos e negativos dessa percepção;
  • valor financeiro resultante deles.

Esses ativos intangíveis — como reconhecimento do nome, lealdade do consumidor, percepção de qualidade, credibilidade e compreensão de símbolos — são fatores-chave na criação das vantagens competitivas da empresa e, por isso, importantes na geração de receita.

Ações bem-sucedidas de branding geram retorno financeiro a partir do fomento de ativos tangíveis pelos intangíveis. Isso é possível já que um forte valor de marca auxilia a empresa na expansão da demanda por produtos e serviços, possibilidade de internacionalização e fusões com novos empreendimentos.

Investir em ações que promovam o valor da marca no mercado contribui para a melhora do desempenho financeiro de uma corporação.

Um estudo, feito pela McKinsey & Company, apontou que esforços para a criação de uma marca forte tem grande impacto no balanço financeiro de qualquer negócio. A pesquisa afirma que empresas com marcas fortes têm desempenho 20% superior àquelas com fraco posicionamento de marca.

Como criar uma identidade visual forte?

O principal propósito deste guia é mostrar de forma contundente a importância da identidade visual para diferenciar uma empresa de sua concorrente. A identidade da marca influencia a experiência do cliente em todos os pontos de contato.

É ela que atua no subconsciente do consumidor afetando a forma como eles vêem toda a cena da indústria em que a companhia está inserida. Da relevância de determinado empreendimento até a sua confiabilidade.

É a soma de como a empresa é vista e sentida pelo público. São os elementos que irão influenciar na decisão do consumidor de interagir ou não com ela. Por isso, é preciso criar uma identidade forte. Mas como fazer isso?

  1. Pesquise e descubra tudo sobre sua audiência. Entenda suas necessidades, valores e desejos.
  2. Entenda qual é o status atual da marca. Como ela é percebida interna e externamente, ou seja, pelos clientes, investidores, funcionários e donos.
  3. Saiba tudo sobre a concorrência. É muito importante coletar o máximo de informações para conseguir se diferenciar e causar impacto. Para isso, veja como os competidores se posicionam, como eles são vistos, quais são seus elementos visuais, tendências da indústria, temáticas utilizadas e personalidade da marca.
  4. Traduza todas as informações coletadas nos pontos 1, 2 e 3 em emoções relacionadas a marca. A partir disso, comece o processo de ideação com relação a personalidade, objetivos e valores.
  5. Crie o logo, escolha a paleta de cores, a tipografia e os ícones a serem usados.
  6. Mantenha todos os itens acima simples. Isso não significa criar uma identidade fraca e sem graça, mas sim, seguir o briefing coletado nos passos anteriores.
  7. Tenha cuidado com a proporção e a estrutura dos elementos. Como já mencionamos neste guia, simetria é bem valorizada no mundo do design.
  8. Preste atenção nas cores. As quentes, como vermelho e amarelo, são para mensagens dinâmicas, fortes e rápidas. Cores frias, como azul e verde, passam a ideia de calma, paz e frescor. Preto e cinza estão atrelados a seriedade e luxo.
  9. Defina o manual de identidade da marca.
  10. Revise a marca constantemente para manter ela forte.

Como fazer a gestão de identidade visual?

Criar e manter uma identidade corporativa não é tarefa fácil. É preciso investir em estratégia, design e em muita gestão de projetos. Para que ela represente fielmente a empresa é preciso conhecimento profundo sobre o seu histórico, missão, valores, mercado-alvo, cultura, forças, fraquezas, ameaças e oportunidades.

Para gerir a identidade visual corporativa é preciso se preocupar concomitantemente com todos os itens abaixo:

  • gestão do design;
  • gestão das aplicações visuais;
  • gestão da comunicação.

A gestão da identidade visual muitas vezes é resultado de mudanças organizacionais – como fusões, aquisições, outsourcing e novas tecnologias – ou da necessidade de inovação, melhoria e modernização dos elementos existentes.

Uma das metodologias usadas para conseguir manter a identidade sempre alinhada aos objetivos da empresa é chamada de auditoria de imagem.

O objetivo dela é anteceder qualquer mudança de posicionamento verificando qual é o status atual da marca, como se encontra o design corporativo da instituição e se a mensagem que a empresa quer passar por meio dos seus elementos visuais está sendo transmitida de forma eficiente.

O manual de identidade visual é um importante ativo que será usado durante todo o processo de auditoria de imagem.

Existe relação entre identidade visual e psicologia do consumidor?

O processo de tomada de decisão não é tão racional quanto se acredita. Ele começa no inconsciente quando alguns estímulos ativam áreas específicas do cérebro fazendo com que ele preste atenção e inicie o processo de compra.

O neuromarketing é uma área de estudo que objetiva entender como essas ativações acontecem e assim identificar como que a psicologia do consumidor afeta o seu padrão de consumo.

A forma que o cérebro funciona pode ser explicada da seguinte forma:

  • cérebro reptiliano: responsável pelas ações que mantém o corpo vivo, como respiração e batimentos cardíacos. Medo, fome e raiva são emoções que ativam essa parte do órgão;
  • cérebro límbico: responsável pelo processamento de emoções complexas. É ativado pelos cinco sentidos (olfato, visão, paladar, tato e audição);
  • neocórtex: é a parte responsável pelos processos de tomada de decisão. Ou seja, o raciocínio lógico.

Propagandas, sons, cheiros e logo ativam o cérebro reptiliano e o límbico. A partir do que for decidido nessas áreas entrará em ação o neocórtex para racionalizar o processo final de decisão.

Por isso, entender como cérebro funciona é tão importante para o estabelecimento de uma identidade visual. Pois, ao conseguir impactar nos processos iniciais de tomada de decisão fica mais fácil agir sob o neocórtex e o seu raciocínio lógico.

O logo tem um papel muito importante nesse processo. Pois, a mente humana tem a capacidade de identificar padrões. Geralmente, quando o cérebro percebe um logo que é considerado padrão, ela o ignora.

Se o logo consegue interromper o padrão e tirar o cérebro dessa sintonia um processo de tomada de decisão será ativado o que possibilitará que todas as suas áreas entrem em ação ativando uma jornada de compra.

É preciso, então, uma forte preocupação com as cores e as mensagens que cada uma delas passa ao cérebro.

  • Roxo: emoção, espiritualidade, sonhos, futuro e fantasia. É adequado para empresas que se relacionam com poetas e artistas;
  • Vermelho: ação e paixão. Boa opção para empresas de fast food ou que trabalhem com velocidade;
  • Azul: honestidade, lealdade, responsabilidade e conservadorismo. Pode ser usada por consultórios de psicologia ou empresas de consultoria financeira.
  • Verde: equilíbrio, segurança, riqueza e crescimento. Empresas de jardinagem, assistentes sociais, instituições de caridade e conselheiros costumam optar pela cor;
  • Laranja: otimismo e positivismo. Estimula os sentidos, por isso pode ser usada em estabelecimentos de alimentação e comunicação;
  • Amarelo: estimula a mente. Jornalistas, animadores e palhaços gostam de usar a cor em suas estratégias visuais;
  • Dourado: claro e elegante. Associado a luxo e riqueza;
  • Marrom: solidez, segurança e estabilidade.
  • Púrpura: atrelada a sentimentos profundos.
  • Branco: representa pureza e inocência no ocidente. Já no oriente, está atrelado a morte. O simbolismo da cor precisa ser relativizado ao local em que ela é aplicada;
  • Cinza: neutralidade. Ótima opção para advogados;
  • Preto: poder e seriedade. Sugere sofisticação, porém pode ser intimidador.

Vamos analisar alguns exemplos?

Pastel do Pistola:

Simplicidade, proximidade ao consumidor e qualidade do produto. Conseguir transmitir essas característica de forma visual e atraente era o desafio da Hey ao desenvolver a identidade visual da pastelaria.

O novo dono, o Pistola, foi a referência usada como guia para todo o processo. O resultado foi surpreendente. A identidade da empresa foi traduzida em uma ilustração da personalidade do bar. O Pistola, se tornou literalmente a cara do negócio.

Dá uma olhadinha nas imagens e confira.

Divertida e colorida:

Diversão foi a grande motivação por trás de todo o processo de ideação da identidade visual da Big Brink, loja de brinquedos do Shopping Cidade dos Lagos. A criação da marca visa um relacionamento próximo com a criançada de forma divertida, colorida, leve, fluida e dinâmica.

Para dar um tom de brincadeira, o que tem tudo a ver com os produtos que a empresa vende, usamos a letra G de “Big Brink” de forma lúdica. Ela representa um monstrinho simpático e divertido que pode ser usado como ícone em peças de divulgação.

Confira imagens do trabalho.

Personalidade de Marca:

Para divulgar um concurso de melhor cerveja artesanal feita por cervejeiros amadores sabíamos que precisaríamos nos inspirar em sabor, diversão e peculiaridade

Por isso, tons de amarelo foram usados para embasar o texto da campanha que defendia os diversos tipos de cervejeiros e os diversos tipos de bebidas. A tipografia escolhida foi uma que fazia alusão a uma máquina de escrever além do uso de outros símbolos como selos e postais.

A imagem que buscamos criar foi a de posicionar os mestres cervejeiros como alquimistas em busca da bebida perfeita.

Confira as peças da campanha.

Redesign de marca:

O foco ao criar a identidade visual da Clínica Bambina foi o de transmitir o cuidado que os profissionais da instituição têm com todos os seus pacientes e processos de qualidade. Por isso, todos os elementos usados buscam transmitir esse sentimento.

Para alcançar o resultado usamos três elementos para formar o ícone que representa a marca. A união de um estetoscópio, de um coração e da letra B, de Bambina, deram forma ao símbolo que representa cuidado, amor, saúde e vida.

As principais cores utilizadas foram o azul e o verde, para transmitir confiança, saúde e sabedoria.

Confira como foi o processo criativo.

Nova identidade visual:

Referência em podologia desde 1997, o Instituto do Pé, teve o desafio de renovar a identidade visual da marca. Para isso, contou com a ajuda da Hey.

Visando melhorar a percepção da imagem da empresa foi desenvolvida uma nova identidade visual. O novo logo traz traços mais harmônicos e transmite a ideia de saúde e bem-estar.

Confira a evolução da marca.

Está convencido da importância da identidade visual?

Para conseguir se posicionar de forma estável no mercado e conquistar a confiança do consumidor é preciso investir em uma identidade visual marcante, irreverente, versátil e equilibrada.

Ela facilitará a identificação da sua marca além de fixá-la na mente da audiência. Investir em marketing em tempos de crise é fundamental para conseguir garantir o crescimento da receita e fidelizar a audiência.

De forma direta, é por meio de uma identidade bem-feita que você consegue:

  • se destacar no mercado;
  • atrair novos consumidores;
  • conquistar credibilidade, por meio da coerência das informações passadas ao consumidor;
  • transmitir profissionalismo;
  • demarcar a personalidade da marca;
  • disseminar a cultura do negócio.

Lembre-se que a principal razão para investir em uma identidade visual bem consolidada é conseguir se diferenciar da concorrência e garantir um espaço no orçamento do consumidor.

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